ANDAM FALANDO

Héllen Matos

Bolinho de soja, Soja moída. Strogonoff de soja. Poucos são os lugares q posso comer tão bem, sendo vegetariana. Único é o lugar que diz: "sua palavra nos basta". Não sei o q é melhor, a comida ou a delicadeza.

Erika Ratton

Tem pouco tempo que pedimos marmita, e das empresas que já experimentamos, essa é a melhor!!! A comida é muito bem feita, tempero na medida certa e a variedade é enorme. Meu pai que é exigente, está gostando bastante. Recomendo demais!!!

A Família Daniel

De geração em geração o carinho pelo que serve aos clientes sempre norteou o trabalho dessa família.

Já na década de 40, D. Maria José Rezende, inaugurou uma pensão no centro de Belo Horizonte, na atual Avenida João Pinheiro, onde além de abrigar moradores, servia também uma deliciosa comida caseira. D. Ana, filha de D. Maria José, casou-se com o Sr. Washington Daniel que veio a ser proprietário de um bar na mesma Avenida João Pinheiro. Sua especialidade eram as sardinhas, muito apreciada pelos operários responsáveis pela construção do Edifício Solar, onde antes era a pensão da D. Maria.

Depois do bar, o casal assumiu a cantina da Escola de Saúde Pública ali na Av. Augusto de Lima. Com o falecimento do marido, D. Ana passou a trabalhar como cantineira no Jardim Infância Feliz, que na época pertencia ao antigo Colégio Frei Orlando no Carlos Prates. Trabalhando ali, D. Ana descobre que a lanchonete na porta do Jardim seria vendida. Contra tudo, todos e sem dinheiro D. Ana resolve empreender e em 1981 compra a lanchonete a longas prestações. Agora o objetivo era de transformar o local antes mal frequentado em uma lanchonete familiar.

Com a ajuda de seu filho mais novo, Washington (conhecido como Daniel), D. Ana acordava na madrugada para assar pães de queijo e fritar deliciosos salgados que transformaram o ponto comercial em referência para os pais e alunos do Frei Orlando. A filha Izaura passa a fazer parte da sociedade, as instalações foram ampliadas e a lanchonete passou a servir também deliciosos PF’s além de promover Karaokês sempre no primeiro sábado de cada mês.

Em 1987, a lanchonete foi vendida e D. Ana com seus Filhos Izaura e Daniel passaram a concessionários de um bar/restaurante/lanchonete no clube Icaraí em Mateus Leme, região metropolitana de BH. Durante este ano de concessão, o filho mais velho de D. Ana, Wilson com sua esposa Terezinha, passam a ajudar na administração do restaurante e dessa união dos 3 irmãos, nasce a idéia de voltar a ter um restaurante em BH, mas agora com um novo sistema de serviço, self-service, até então pouco conhecido em Belo Horizonte.

O ponto escolhido foi a Rua Padre Eustáquio, 1742 na divisa dos bairros Carlos Prates e Padre Eustáquio, inaugurado dia 6 de janeiro de 1989 em sociedade dos irmãos Izaura e Daniel com a cunhada Terezinha. O nome escolhido foi Daniel’s Cook que signifa Cozinha dos Daniel’s, já que Daniel é o sobrenome italiano de toda família descendente do Casal Ana e Washington. Teve sua primeira logomarca criada pela Janaína, filha da Terezinha e Wilson.

A qualidade e variedade da comida com a novidade da forma de servir era a grande atração do restaurante que no seu início contava com apenas 4 mesas o que não era problema, pois a maioria das pessoas iam somente buscar a comida e almoçavam em casa principalmente aos finais de semana. Nesta época eram os próprios donos quem colocavam a mão na massa literalmente e tocavam os fogões para fazer a comida que era deliciada pelos clientes.

Uma curiosidade: o uso de marmitex descartável na época era bem restrito e com isso cada pessoa levava sua vasilha, fazendo com que a tarefa do “balanceiro” fosse das mais árduas já que ele tinha que pesar a vasilha vazia e depois pesar com a comida descontando o valor do peso da mesma, para então chegar ao preço a ser pago pelo cliente. Isso quando o cliente não esquecia de pesar a vasilha vazia e ai era só mesmo no “chutômetro” e na experiência do balanceiro.

Com o crescimento dos negócios, a sócia Terezinha retirou-se da sociedade e dando lugar ao Francisco, irmão do Luiz, ex marido da Izaura, para abrir um restaurante próprio com a ajuda dos filhos também no Bairro Padre Eustáquio, com o nome Sabor e Magia que hoje conta com duas casas.

Em 199X os irmãos Izaura e Daniel empreendem mais uma vez e abrem uma nova unidade, agora na Av. do Contorno quase esquina de Amazonas, restaurante este que iria funcionar até 1997 para depois ser transferido para a Rua Rio Grande do Sul.

O primeiro restaurante da Padre Eustáquio foi vendido em 1993 para o Sr. Luiz, que passou a ser sócio do irmão Francisco e mudaram o nome para “Papa Quilo” uma alusão ao nome de sucesso da loteria “Papa Tudo” da Rede Globo.

Em 1993 com o dinheiro da venda do restaurante da Padre Eustáquio 1742, Izaura e Daniel abrem uma nova casa na mesma rua Padre Eustáquio, mas no número 241, restaurante este que iria depois ser vendido em agosto de 1995 e os irmãos Izaura e Daniel passaram a trabalhar juntos na unidade da Contorno.

Em maio de 1996 os irmãos vivem um momento difícil desta história, abrem uma unidade no bairro São Francisco que infelizmente não vingou e foi fechada no fim do mesmo ano de 1996.

No verão de 1996 para 1997 num misto de bravura e desespero, após o insucesso do restaurante no Bairro São Francisco, Daniel e sua irmã Izaura com os filhos Thiago e Matheus arrendam um bar em Praia Grande, nova Almeida no Espírito Santo e fazem uma viagem de caminhão com todos os equipamentos retirados do restaurante para então montar um bar na Praia e tentar reerguer os negócios da Família. Daniel fica em Belo Horizonte tocando o restaurante da Contorno que não ia muito bem e Izaura com os filhos passam noites a fio trabalhando na praia entre os meses de dezembro e março de 1997. Durante alguns finais de semana e no carnaval, o Daniel viajava para Nova Almeida para ajudar e em uma dessas idas teve o carro roubado, o que dificultou ainda mais a vida dos negócios da família. Empreitada esta que acabou sendo de insucesso e a família volta então a Belo Horizonte.

De volta a BH os irmãos decidem transferir o restaurante da Av. do Contorno para a Rua Rio Grande do Sul, 681 no Barro Preto. O início foi o mais difícil de todos, pois não restavam recursos financeiros algum, somente muita força de vontade e os equipamentos que saíram da Contorno e do bar na praia. Começava assim um novo capítulo desta história com os irmãos Daniel e Izaura e a D. Ana tocando a cozinha eles mesmo, pois não tinham condições de contratar mão de obra para a cozinha funcionar sem eles. A sociedade dos irmão durou até 2001 quando Izaura se retirou da sociedade e decidiu empreender novos negócios fora do ramo de alimentação e cuidar da D. Ana que havia passado por cirurgias no braço para tentar recuperar o movimento do mesmo. Moraram em Mateus Leme, Itatiaiuçu e Brumadinho.

No carnaval de 2008, Daniel convida sua irmã Izaura para retornar a BH e abrir em sociedade um restaurante na Av. Olegário Maciel, 474 bem em frente onde a família havia morado na década de 70. O objetivo deste restaurante era atender ao público de empresas conveniadas que antes eram atendidos na Rua Rio Grande do Sul. No início o sistema era de self-service porém sem balança, mas este formato acabou não vingando e foi adotado e sistema de balança assim como era nas outras casas.

Em agosto de 2009 D. Ana em uma de suas vindas a BH, sofre um acidente na rua, fraturando o fêmur que depois ainda passaria por mais outras 3 cirurgias. Com este acidente, Matheus, o filho mais novo de Izaura, vende sua operadora de turismo na Serra do Cipó e volta a BH para ajudar a mãe a tocar o restaurante e ajudar no tratamento da avó.

Matheus inicialmente vem para trabalhar no caixa, mas aos poucos passa a administrar o restaurante implementando novos modelos de trabalho e administração culminando com a compra da parte do Tio Daniel em dezembro de 2010 por ele e seu irmão Thiago que fica como investidor. A sociedade então muda de nome, adotando o agora Família Daniel e tendo como sócios Izaura e os filhos Matheus e Thiago. Em 2011 procurando adquirir mais conhecimento na parte de prática de cozinha, Matheus inicia o curso de Gastronomia na Faculdade Estácio.

Em agosto de 2011 Matheus e Izaura resolvem abrir uma pequena lanchonete na rua dos Goitacazes próximo ao Mercado Central. Matheus era o responsável por abrir a lanchonete às 5 da manhã para assar o pão de queijo, pois a lanchonete abria às 6:00 para já pegar os trabalhadores a caminho do serviço. Em outubro do mesmo ano Matheus descobre um ponto comercial bem em frente a Faculdade Estácio e sem pestanejar convida o irmão Thiago a deixar de ser investidor do negócio e assumir função administrativa na sociedade. Com o sim do irmão começam as obras para implantação da nova casa em outubro para inaugurar esta unidade no mesmo dia 6 de janeiro em que começou o primeiro Daniel’s Cook, porém no ano de 2012, 23 anos depois.

Em abril de 2013, Matheus e Izaura adquirem a parte da sociedade de Thiago e passam a ser os únicos sócios das três unidades Família Daniel. Mas tocar três casas só Mãe e filho estava muito pesado e em agosto de 2013 foi vendida a Lanchonete da Goitacazes. Izaura ficava então na gerência operacional da Olegário Maciel e Matheus cuidava da parte administrativa das duas casas além de trabalhar no operacional da unidade da Rua Erê com o apoio do seu pai, Luiz e da sub-gerente Mari Patris. Em novembro de 2013 logo após o casamento de Matheus e Fernanda o Sr. Luiz se aposenta e então a gerência da Erê passa a ficar a cargo da Mari Patris.

Em dezembro de 2014 durante a reforma dos restaurantes durante as férias coletivas, Matheus e sua esposa Fernanda voltando de umas compras de decorações no centro de BH, passam pela Avenida Afonso Pena e vêem uma placa de aluga-se em uma sobre loja na esquina da rua Curitiba e pensam na possibilidade de abrir uma nova casa. Matheus faz contato com a imobiliária, mas tem sua proposta de aluguel negada, pois o proprietário não tinha interesse em alugar para restaurante. No início de março a imobiliária faz contato com Matheus e diz que o proprietário reconsiderou e resolveu alugar para restaurante. Assinamos o contrato dia 24/03/15 e logo iniciamos as obras, pois o andar estava totalmente mal cuidado e foi preciso iniciar tudo do zero. Foram 100 dias de reforma até que inauguramos dia 08 de julho a nossa casa da Afonso Pena.

Como já havia acontecido em 2013, tocar 3 casas estava muito complicado. Em agosto de 2015 a unidade da rua Erê foi vendida e concentramos nossas operações nas duas unidades do centro nas avenidas Olegário Maciel e Afonso Pena. Fernanda ficou responsável pela parte financeira, Izaura e Mari que veio da Erê ficaram no operacional da Olegário Maciel e foi contratado Eudes, um chef de cozinha que formou com Matheus para coordenar a Afonso Pena.

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